Pois olha que há mais de um ano busco a letra dessa música. Google, myspace, produtora do já já dito cantor da canção, e nada. Ponto para o Orkut. Fui na comunidade do Biu Roque para perguntar se alguém por fim sabia a letra da música Maria, Minha Maria, do Cd Siba e a Fuloresta do Samba. Acontece que Biu Roque canta duma forma tão peculiar que chega a ser indecifrável entender algumas partes. 3 meses após o post me responderam. 5 meses após a resposta Bauab me pergunta sobre a mesma. Foi então que descompromissadamente resolvi checar mais uma vez na comunidade. E lá estava. Graças a Thiago pela ajuda.
http://www.myspace.com/biuroque
Maria, Minha Maria (Domínio Publico)
Maria, minha Maria meu doce da melancia te lembra daquele abraço que eu te dei ontem ao meio-dia Vem ver o belo luar que a tua ausência reclama ô que noite tão preciosa não deve dormir quem ama
Debaixo da Condesseira onde canta o Zabelê saudade da minha terra onde eu nasci vou morrer Vem ver o belo luar que a tua ausência reclama ô que noite tão preciosa não deve dormir quem ama
De quebra, por que não ficar com a resposta da cantora Céu para a mesma música. Tudo agora faz mais sentido.:
Fiquei encantado com a obra desse cara. Norman Mclaren foi um dos mais importantes animadores escoceses voltados para a animação artística, teve a maioria de seus trabalhos patrocinado pela "Secretaria Nacional de Cinema do Canadá", onde realizou grandes obras. Uma das técnicas pela qual ficou consagrado foi a de fazer animação direto na película, riscando e desenhando, tudo isso ao som de Jazz que era muito fã.
Nestes dois videos, ele abusou da técnica de sobreposição de películas. É impressionante, pois o mesmo foi elaborado lá na década de 60, bem longe dos programas digitais que hoje facilitam a nossa vida.
Sua obra está sendo exibida no CCBB até o próximo domingo, 06/01. Vale a pena conferir. Também é fácil encontrá-lo no www.youtube.com
Célebres Anônimos - A virtualidade da fama na Cibercultura é um documentário idealizado por Frederico Fagundes do Jacaré Banguela. A idéia foi entrevistar diversas pessoas relacionadas ao assunto para analisar essa nova modalidade de celebridade instantânea. Como ela se forma, porque isso acontece, como atingem as mídias de massa, enfim, abrir a discussão.
Dentre os entrevistados estão Marcelo Tas, Rosana Hermann, Edney Souza, Alexandre Inagaki, Mr Manson e Antonio Tabet. E entre as celebridades Ruth Lemos, Jeremias, Guilherme Zaiden, Bruna Surfistinha, entre outros.
A beleza desse documentário é uma ode a tragédia. Não por polemizar o fato ocorrido, mas pelas análises acerca da história de Sandro, do sistema carcerário, do olhar social – nosso e das autoridades – e pelo caso maculado.
Os depoimentos são sinceros. Me impressiona ouvir o soldado do BOPE com sua razão, bem como a declaração de quem conviveu com Sandro.
O documentário Ônibus 174 é belo. É de causar incômodo: notamos fácil nossos preceitos diante a sociedade, sabemos as soluções e por fim nos apaixonamos por uma tragédia.
Ônibus 174 é um episódio marcante da crônica policial do Rio de Janeiro, no Brasil. No dia 12 de Junho de 2000, o ônibus da linha 174 (Central - Gávea) da empresa Amigos Unidos ficou detido no bairro do Jardim Botânico por mais de 4 horas, com dez reféns, sob a mira de um revólver empunhado por Sandro Barbosa do Nascimento, vitíma da antiga Chacina da Candelária.
Ao entrar no ônibus, Sandro só pretendia cometer um assalto. Algo, entretanto, deu errado e ele acabou ficando preso dentro do ônibus com seus reféns, todas do sexo feminino. Um dos momentos de maior tensão foi quando Sandro andou de um lado para o outro com um lenço na cabeça de uma de suas reféns, contando de 1 a 100. Ao chegar no número cem, fez a refém se abaixar e fingiu dar-lhe um tiro na cabeça.
Após alguns minutos de tensão e diálogo entre os reféns e Sandro, o assaltante decidiu descer do ônibus com a professora Geísa Firmo Gonçalves para sua proteção. Ao descer, Sandro foi abordado por um policial do BOPE que acabou errando seu tiro, acertando a refém. Geísa acabou também levando outros três tiros nas costas, disparados por Sandro.
Com sua refém morta, Sandro foi logo imobilizado e colocado na viatura com outros policias segurando-o. De acordo com a polícia do Rio, Sandro tinha um comportamento nervoso e agressivo, chegando a quebrar um braço de um policial e morder os policiais, ao tentar supostamente tirar a arma de um dos policiais, foi morto asfixiado.
Geísa Firmo Gonçalves foi enterrada em Fortaleza - CE, e seu enterro foi acompanhado por mais de 3000 pessoas.
Em novembro de 2001, a linha 174 mudou de numero para 158
Documentário idealizado pela Fente 3 de Fevereiro a respeito do racismo no Brasil. Com o apoio do DOC TV, da TV Cultura, ZUMBI SOMOS NÓS vai além da discussão do tema e propõe todo o tempo ações de conscientização da população sobre conceitos afro-brasileiros. Intervenções preenchem magnificamente o filme, uma bela na ocupação do edifício Prestes Maia (a maior ocupação da América Latina), no centro de SP, e outra em Berlim, na abertura da Copa.
Outro ponto fortíssimo do filme é a presença da música ao vivo. Mais do que trilha sonora, a música é feita na hora, no palco, com um telão que dá sincronia ao filme e performances emocionantes.
Não sei como está a distribuição do documentário. Mas àquele e àquela que se interessar, desce lá no Balaio Café, no cinebalaio e troca uma idéia.
Lembro-me da figura praeira Lendo e relendo mestre Caeiro Copulando os dedos na areia E fazendo versos ao pesqueiro
Tempo recente me perguntaram: “Era mesmo você Doce, doce – caramelo e belo?”
Agora me confundo Era eu, era outro Já não sei mais o quanto em mim prevalece de retroação Sei que ninguém evolui caminhando de costas
Caeiro, Sei que ficarás para a posteridade Agora: hora de luta, hora de tolo Guardo tua paz na prateleira e Olho o presente como uma dança Louca, dança Louca transgride a temperança
Caeiro, A vida é como variação de entropias Tudo está carregado de reincidências E se mostra uma coisa, logo darão cem verdades sobre ela
Pra variar a via Subsisto além do dia, penso Remanescente muito mais dos anos Quanto brasileiro perambula subterrâneos!
E assim que alagar essa enxovia Insalubre direi o quê?
OGUNHÊ
Qualquer masmorra Que morra! ¿Que más?
Qualquer calabouço Eu ouço Que cala
Que faz? A vida é um enxu: Dá mel e aferroa
E se o povo não foge da mucura Terei eu todo ano a estação da cura,
Caeiro? Mestre do outeiro,
Nessa terra de índios e quilombos, É hora de enxergar além das cousas E ver coisas a mais